Por que Vale, Itaú e Petrobras são empresas preferidas do Morgan Stanley na América Latina?

Em relatório sobre perspectivas para a América Latina, o Morgan Stanley atualizou sua lista top stock ideas, na qual elenca suas dez empresas favoritas na região para 2022. Entre elas, estão seis companhias brasileiras: XP, Itaú, Minerva, Vale, Gerdau e Petrobras.

No ranking também estão a Becle, do México, o Santander Chile e a chilena Falabella, além de Mercado Libre, da Argentina. Veja a análise completa das empresas:

Itaú Unibanco

Para Itaú Unibanco, favorita do Morgan Stanley, a exposição é overweight (acima da média) e o preço-alvo para os ADRs da empresa é de US$ 7,2. Esperamos uma grande demanda reprimida por empréstimos e que a recuperação econômica possa desencadear um período de forte crescimento do crédito”, diz o texto do relatório assinado por Kuri.

Segundo os analistas, a margem financeira líquida do banco pode ter resultado melhor do que o esperado, com os juros ficando mais altos e também porque o mercado não aproveitou o potencial do excesso de liquidez no mercado, podendo se beneficiar do volume de aumento de empréstimos.

“Também estamos otimistas em relação a corte de custos. Os resultados do Itaú Unibanco mostram resistência a novos ciclos de inadimplência”, destacam. O Morgan Stanley também afirma que o retorno sobre patrimônio líquido ajustado (ROE, na sigla em inglês) do banco pode alcançar os níveis de 2019 ao final deste ano.

Petrobras

Para Petrobras, a exposição é equal weight, em linha com a média do mercado e preço-alvo de US$ 13,60 para os ADR’s da companhia. O Morgan Stanley afirma que intervenções do governo aumentam preocupações sobre a independência na gestão da estatal, o que é um fator chave para manter visão positiva sobre a companhia.

“Nos próximos meses, o sentimento vai prevalecer sobre os fundamentos e os nossos critérios de avaliação estão baseados em descontos sobre máximas históricas do petróleo”, explica o analista Bruno Montanari.

Porém, segundo o Morgan Stanley, os investidores terão dificuldades em precificar Petrobras do ponto de vista fundamentalista enquanto a estratégia de gestão da companhia não ficar clara. A continuação do programa de vendas de refinarias é peça-chave para remover do horizonte de riscos a ameaça de intervenção do governo nos preços dos combustíveis.

Vale

A exposição do Morgan Stanley à Vale (VALE3) é equal weight, em linha com a média do mercado, e o preço-alvo para o ADR da empresa é US$ 16. Os analistas avaliam que que faltam catalisadores positivos no curto-prazo e a expectativa é de preços mais baixos para o minério de ferro no médio-prazo.

O Morgan Stanley projeta um fluxo de caixa sólido para a empresa nos próximos anos, apesar da previsão de minério mais barato e de pagamentos referentes à Brumadinho. Com isso, a companhia teria condições de distribuir proventos aos acionistas.

“Apesar de uma geração boa de fluxo de caixa, esperamos que a ação continue sendo negociado em múltiplos baixos e abaixo do seu valor intrínseco, em meio a incertezas nos mercados imobiliário e de aço na China e a possibilidade de aumento nos royalties de mineração no Brasil”, diz o texto do relatório assinado pelo analista Carlos de Alba.

Fonte: Infomoney 

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