BofA recomenda compra de CVC (CVCB3) com preço alvo de R$33

A CVC (CVCB3) divulgou balanço do terceiro trimestre de 2021, com prejuízo de R$ 83,8 milhões, uma queda de 61,1% em comparação aos R$ 215,6 milhões negativos do mesmo período de 2020.

Embora tenha havido uma melhora consistente, o resultado ainda apresenta indícios dos efeitos produzidos pela pandemia da Covid-19 no turismo nacional e mundial e, consequentemente, nas operações da CVC.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi revertido de negativo para positivo no terceiro trimestre deste ano: saiu de menos R$ 132 milhões há um ano, para R$ 14 milhões positivos agora.

A receita líquida mais do que quadruplicou no período: alta de 271,4%, para R$ 230 milhões, contra R$ 62 milhões do terceiro trimestre de 2020.

A expectativa era de melhora, com a retomada do setor de turismo, já que há flexibilizações em todos os estados brasileiros e as fronteiras entre países voltam a ficar abertas, com a alta no número de vacinados.

“No Brasil”, ressaltou a empresa, “é importante destacar as férias de julho, que aumentaram a demanda no período. Enquanto isso, na Argentina, houve sucesso na campanha de vendas ‘Travel Sales’ e demais iniciativas do governo argentino para fomentar o turismo regional”. No geral, as reservas CVC e o desempenho da receita estão amplamente em linha com o número de passageiros e a capacidade de assentos disponíveis relatados pela companhia aérea Gol no terceiro trimestre de 2021, com Azul e Gol exibindo visões otimistas no mercado doméstico (lazer e corporativo). 

 

Nossa classificação de compra reflete a recuperação dos gastos com viagens, bem como a estrutura de custos do CVC e as melhorias de tecnologia”, aponta o BofA.

O Bank of America, por sua vez, manteve a sua recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 33 para o ativo, potencial de alta de mais de 100%. 

Os analistas do banco avaliam que as vendas e as margens do CVC melhoraram sequencialmente, apesar dos ventos macroeconômicos contrários, à medida que as taxas de vacinação aumentaram e os padrões de gastos do consumidor começaram a se normalizar.

O BofA destaca que as viagens domésticas têm historicamente crescido em um prêmio em relação ao PIB, e esperam um retorno a tendências mais normalizadas à medida que a vacinação no Brasil progride, mitigando o impacto da redução da ajuda governamental e outros ventos contrários ao consumo.

“A CVC revelou um novo conceito de loja e está melhorando as interfaces do consumidor. Nossa classificação de compra reflete a recuperação dos gastos com viagens, bem como a estrutura de custos do CVC e as melhorias de tecnologia”, aponta o BofA.

Fonte: Infomoney

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