Alaska muda estratégia para tentar recuperar cotistas e rentabilidade do fundo

Os fundos da Alaska Asset Management ficaram muito conhecidos após suas altas expressivas em um de seus fundos da família Black BDR, que acertou na sua tese de investimentos em Magazine Luiza. Um dos sócios gestores, Henrique Bredda, contribuiu muito para o sucesso do fundo, que com carisma conquistou diversos investidores e cotistas por meio de suas rede sociais (Twitter:183,5mil / Instagram:354mil), juntamente da rentabilidade atrativa do fundo.

O Alaska Black FIC FIA, o mais conhecido e agressivo fundo deles, teve inicio em 2012, tendo rentabilidade acumulada de -14,73% até o final de 2015. Em 2016, tiveram a incríveis 129,21%, chegando a 2019 com uma rentabilidade acumulada de mais de 500% contra 104% do IBOV.

Com a queda, vinda da crise do coronavírus, os fundos Black BDR da Asset ainda estão com cotas 40% abaixo do que mostravam no fim de janeiro de 2020, antes da pandemia. O fundo registrou uma queda de 70%, antes 42% do Ibovespa, que só não gerou uma maior fuga dos cotistas devido à diversas lives no instagram, feitas pelo Bredda e seu sócio Luiz Alves, tentando acalmar os investidores.

Apesar da captação líquida ter sido positiva no inicio da crise, entre agosto/20 e julho/21 o fundo teve perda de clientes e resgates líquidos mês após mês, saindo de 207mil cotistas em sua máxima, para os atuais 160mil.

O famoso e carismático Henrique Bredda apagou suas publicações e sumiu do twitter, reduzindo sua exposição na internet de maneira geral. Ele alegou ter passado do ponto e estar sendo visto mais como influencer do que gestor. Em participação no Radiocast, “do jeito atual não gera estresse. E mantenho o exercício de escrever para extravasar”, afirmou.

NOVA ESTRATÉGIA

Os gestores da Asset decidiram mudar a forma de gerir o risco dos fundos da Família Black BDR e alterar a composição da carteira. A nova estratégia consiste em assumir posições assimétricas, de forma que o retorno potencial seja ilimitado, porém com perdas limitadas, muitas vezes com utilização de opções.

As mudanças já começaram, com redução para 1% na Magazine Luiza e inclusão de Blue Chips como Petrobras e Vale, além de Braskem, que tem se mostrado alterações assertivas até agora.

 

Fonte: valor.globo.com ; Alaska-asset.com.br

 

 

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