Redução da inclinação da curva de Juros

A melhora no cenário fiscal levou a uma redução na diferença de juros de curto e longo prazo, alcançando patamares próximo ao de abril de 2020. Essa diferença havia sido reduzida, principalmente, por conta da alta da Selic, o que levou a um aumento da ponta curta da curva. Agora sendo potencializada pela redução também da ponta longa com a melhora do quadro Fiscal.

Na inclinação da curva de juros, a diferença entre o juros curto e longo, os contratos de DI futuro de janeiro de 2022 (DI1F22) e 2027 (DI1F27) tiveram uma queda de 3,19 p.p.

Esse cenário favorável é decorrente dos números positivos na arrecadação de impostos, o que ajuda a aliviar a relação Dívida/PIB, que pode acabar o ano abaixo de 85%. Paralelamente há o avanço das reformas e capitalização da Eletrobrás. Todos esses fatores contribuem para uma atmosfera mais favorável. Isso se traduz em menor percepção de risco fiscal no curto prazo, e consequentemente, uma redução do prêmio em toda a curva de juros.

Para o Gestor de Renda Fixa da Infinity Asset, Camilo Cavalcanti, as NTN-F’s ainda estão atrativas, apesar do prêmio de risco. As NTN-B’s ainda estão mais vantajosas, tendo em vista o cenário de inflação atual, segundo ele.

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